IntegraChagas – Brasil

Projeto-Piloto: Acesso à detecção e ao tratamento da doença de Chagas no âmbito da atenção primária à saúde no Brasil

   O IntegraChagas Brasil é um projeto estratégico demandado e financiado pelo Ministério da Saúde (MS) do Brasil, que tem como objetivo ampliar o acesso à detecção e tratamento da doença de Chagas crônica na atenção primária à saúde (APS), sob coordenação do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) da Fiocruz, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC).

   Pela primeira vez, ações estratégicas de vigilância e atenção à saúde serão implementadas e validadas de forma integrada nos territórios, com apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) do MS. A doença de Chagas, reconhecidamente uma condição crônica negligenciada, demanda serviços de saúde abrangentes para todas as pessoas acometidas, em sintonia com o tema do Dia Mundial da doença de Chagas de 2021 – “Serviços de saúde abrangentes e equitativos para todas as pessoas afetadas pela doença de Chagas”.

   São inúmeras as barreiras existentes para o acesso a diagnóstico e tratamento da doença de Chagas, a maior delas, na educação. Profissionais e gestores de saúde capacitados, movimentos sociais empoderados e comunidades com suas lideranças mobilizadas e informadas podem reverter este cenário que resulta em menos de 10% de diagnósticos disponíveis para a população acometida. Apenas 1% ou menos daqueles que poderiam se beneficiar obtendo a cura da doença ou a prevenção para formas sintomáticas crônicas, tem real acesso ao tratamento. Em geral, os diagnósticos ocorrem na fase tardia, quando já há comprometimento crônico e complicações, com grave prejuízo às pessoas, suas famílias e comunidades, além de elevado custo ao sistema de saúde. Juntamente com processos formativos e de mobilização social, estratégias de mitigação, como a utilização de testes rápidos de triagem na linha de frente dos serviços de saúde, juntamente com a avaliação de novas estratégias terapêuticas, poderiam permitir a ampliação deste acesso.

Barreiras para acesso a diagnóstico

Barreiras para acesso a tratamento

Objetivo geral

 

Ampliar o acesso à detecção e ao tratamento da doença de Chagas no âmbito da atenção primária à saúde no Brasil.

  • Consenso Brasileiro e PCDT – documentos referenciais
  • Abordagem integrada incluindo estudos avaliativos, clínico-epidemiológicos, tendo como componente transversal, uma metodologia de PESQUISA DE IMPLEMENTAÇÃO.
  • Como produto final: modelos de intervenção capazes de ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento na atenção primária em saúde, com grande potencial de serem replicados em outros cenários brasileiros em maior escala.

Áreas prioritárias para doença de Chagas crônica

    Os municípios selecionados para esta estratégia piloto foram identificados como prioritários pelo MS, utilizando-se um índice composto que avalia critérios de prevalência e morbimortalidade da doença de Chagas, além de acesso à rede de atenção à saúde na APS.

Locais do Estudo

  • Municípios com caráter de prioridade para implementação da vigilância dos casos crônicos
  • Foco no rastreamento e busca ativa a partir da atenção primária
  • Avaliação de viabilidade operacional pela gestão de saúde do Estado

    Após a escolha, foram realizadas as pactuações necessárias com estados e municípios. Espinosa e Porteirinha em Minas Gerais, São Desidério na Bahia, Iguaracy em Pernambuco e São Luís de Montes Belos em Goiás foram escolhidos como prioritários para esta ação de integração de atenção e vigilância de casos crônicos, com assentimento e definição de viabilidade operacional, com base no compromisso firmado pelas gestões estaduais participantes.

São Luis de Montes Belos – GO

Espinosa e Porteirinha – MG

São Desidério – BA

Iguaracy – PE

Estimativas das pessoas a serem abordadas no projeto nos diferentes cenários

A partir de estimativas de prevalência, espera-se atingir próximo a 6.000 pessoas entre adultos e crianças com potencial diagnóstico para doença de Chagas nos 5 municípios.

   São inúmeras as barreiras existentes para o acesso a diagnóstico e tratamento da doença de Chagas, a maior delas, na educação. Profissionais e gestores de saúde capacitados, movimentos sociais empoderados e comunidades com suas lideranças mobilizadas e informadas podem reverter este cenário que resulta em menos de 10% de diagnósticos disponíveis para a população acometida. Apenas 1% ou menos daqueles que poderiam se beneficiar obtendo a cura da doença ou a prevenção para formas sintomáticas crônicas, tem real acesso ao tratamento. Em geral, os diagnósticos ocorrem na fase tardia, quando já há comprometimento crônico e complicações, com grave prejuízo às pessoas, suas famílias e comunidades, além de elevado custo ao sistema de saúde. Juntamente com processos formativos e de mobilização social, estratégias de mitigação, como a utilização de testes rápidos de triagem na linha de frente dos serviços de saúde, juntamente com a avaliação de novas estratégias terapêuticas, poderiam permitir a ampliação deste acesso.

   São inúmeras as barreiras existentes para o acesso a diagnóstico e tratamento da doença de Chagas, a maior delas, na educação. Profissionais e gestores de saúde capacitados, movimentos sociais empoderados e comunidades com suas lideranças mobilizadas e informadas podem reverter este cenário que resulta em menos de 10% de diagnósticos disponíveis para a população acometida. Apenas 1% ou menos daqueles que poderiam se beneficiar obtendo a cura da doença ou a prevenção para formas sintomáticas crônicas, tem real acesso ao tratamento. Em geral, os diagnósticos ocorrem na fase tardia, quando já há comprometimento crônico e complicações, com grave prejuízo às pessoas, suas famílias e comunidades, além de elevado custo ao sistema de saúde. Juntamente com processos formativos e de mobilização social, estratégias de mitigação, como a utilização de testes rápidos de triagem na linha de frente dos serviços de saúde, juntamente com a avaliação de novas estratégias terapêuticas, poderiam permitir a ampliação deste acesso.

   A partir do reconhecimento de unidades domiciliares com triatomíneos, seus moradores, familiares e coabitantes serão convidados a participar da estratégia de rastreamento diagnóstico de casos humanos, sob cuidadoso aconselhamento e monitoramento, definindo o reconhecimento de populações vulneráveis do subestudo 2.

   Além das pessoas identificadas pelo risco territorial, a demanda espontânea também será considerada e acolhida no subestudo 3, assim como mobilizaremos e acolheremos grupos estratégicos sob demanda organizada, compostos por mulheres em idade fértil, gestantes ou não, e pessoas com HIV/aids, com risco de coinfecção por Trypanosoma cruzi.

   Por fim, no subestudo 4, toda a população acometida identificada pelo projeto ou por intervenções prévias, terá seu diagnóstico confirmado, seguindo-se sua inserção em linhas de cuidado específicas e pactuadas, que incluirão tratamento antiparasitário e/ou tratamento sintomático de formas determinadas, além de orientação sobre prevenção de incapacidades e reabilitação. A notificação dos casos será estimulada dentro das normativas nacionais e estaduais, com base na portaria de notificação de casos crônicos de doença de Chagas publicada pelo MS em maio de 2020.

   Assim, reconhecemos o projeto piloto IntegraChagas Brasil como um projeto inovador no SUS, representando uma oportunidade histórica e de alta relevância para fortalecimento das ações de controle da doença de Chagas em nosso país. Em linha com as políticas nacionais de saúde, revelará nos territórios da APS a necessária interface e integração entre ações de vigilância e atenção à saúde. De uma forma mais ampla, trata-se de um projeto que visa o fortalecimento do Sistema Único de Saúde, o nosso SUS.